Informática e educação: água e óleo
falar hoje em dia que o computador transforma nossas vidas ganhou status de pleonasmo. Apesar de muito ainda precisar ser melhorado, o computador já deixou de ser simples promessa e é hoje "verdade universal". Ele está em todos os campos do conhecimento humano e, em todos eles, promoveu - em maior ou menor grau - avanços e modificações na maneira de se trabalhar e pensar... em todos, menos na educação.
Ao chegar nas instituições de ensino, o computador comporta-se como um 'espelho mágico' (um pouco de ludismo não faz mal à ninguém) que reflete ao espectador um mundo paralelo quase inimaginável... mas ele existe.
Mas, por que isto acontece? O profissional de ensino não é aquela pessoa obstinada em atingir o conhecimento e transmiti-lo aos seus alunos? Não são pessoas de livre pensar, cujas mentes desprovidas de preconceitos, medos e complexos trazem luz sobre a escuridão da ignorância ? Era o que todos nós, incluindo os profissionais de ensino, pensávamos !
Não se pode negar que os computadores têm lá sua parcela de culpa afinal, eles ainda não difíceis de entender e usar... e dão problemas em demasia. No entanto, a maior parte da culpa pelo insucesso das máquinas é do profissional de ensino e isto pode ser observado na forma como estes equipamentos são encarados nas diferentes esferas em que são colocados.
Nas instituições públicas são vistos como "mais uma que este governo inventou para atrapalhar a vida da gente". Os laboratórios destes lugares (em geral com computadores de última geração, é bom que se diga) são mantidos trancados porque "estes vândalos só sabem quebrar", mas os professores os usam livremente... para jogar paciência. Isso sem contar os computadores das secretarias que são usados como "máquinas de escrever" e disputam a atenção com mimeógrafos, papel carbono, giz e apagador... luta inglória pois, quase sempre, o computador perde.
Nas instituições privadas estão lá para propósitos não muito diferentes e também para justificar o valor das mensalidades.
Os profissionais de ensino têm medo dos computadores e não é de perder seus empregos para eles. Não ! Eles têm medo porque as máquinas estão mostrando que eles não sabem ensinar neste novo mundo. Eles sempre foram centralizadores do conhecimento, a última palavra em saber ! O mundo "controlado" por computadores não admite elementros centralizadores. Os profissionais de ensino têm que se conscientizar disto e aprender a usar o computador como a grande ferramenta que é.
A informação está nos computadores mas isto não tira a importância do ser humano. Para acessar toda esta informação de maneira eficaz, lógica e transformá-la em conhecimento prático, é preciso de um guia, eis o novo papel do profissional de ensino. E, seu dever como tal, é levar seus alunos rumo ao conhecimento pleno, apoiado em valores como: cidadania, justiça, amor ao saber. Deve cultivar em seus alunos o livre pensar e ensiná-los a se admirar com o novo !
Ao assumirem esta postura - que começa com o rompimento dos grilhões dos programas de domingo e das entediantes novelas - eles encontrarão no computador um poderoso aliado !

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