8 de março - Dia internacional da mulher
Creio que no início, esse 08 de março tinha o intuito de ser um dia para reflexão e debates sobre nosso comportamento (os homens) em relação às mulheres. Não me refiro à questões como: a mulher no trabalho, mulher dirigindo e essas coisas "sem importância". De fato, estas conquistas das mulheres eram inevitáveis já que obedecem à uma regra invisível (por ser inconsciente) do desenvolvimento humano. Quando me refiro ao comportamento do homem em relação à mulher refiro-me exclusivamente aos maus tratos a que mulheres ainda são submetidas por verdadeiros crápulas, por seres que - me perdoem os biólogos, sociólogos e quem mais for - não os classifico como Homo Sapiens. Existe um número de ainda muito grande de mulheres que são espancadas, violentadas e mutiladas física e moralmente. Isto tudo sem falar nas disputas no trabalho, mulheres que executam as mesmas funções de homens recebem menos dinheiroe por ai vai... No Brasil, claro, não é diferente. Por aqui, nós homens nos vangloriamos por termos "as mulheres mais lindas do mundo", e mesmo assim ainda ocorrem casos de violência contra a mulher, alguns, inenarráveis. Isso de as "as mulheres mais lindas do mundo" chega, afinal, ao centro deste texto, a definição de "mulher" ou, já que minha esfera de observação é limitada ao Brasil, a definição de "mulher brasileira".
A mulher no Brasil é tratada como uma 'coisa', um objeto de consumo que se pode conseguir facilmente. Não são palavras minhas, mas dos tais "meios de comunicação". Estes mesmos que associam mulheres à cerveja. Mostrando "mulheres fantásticas" em seus comerciais ("Beba esta marca, fique bêbado, urine no meio da rua, que vc consegue um mulherão destes"). Há muitos outros exemplos onde as mulheres são "mostradas" como brindes dos produtos anunciados.
Além dos 'meios de comunicação' há as próprias mulheres, que endeusam "seres" como Kelly Key, Carla Perez, Sheila Carvalho, Xuxa e por ai vai, tentam imitá-las, ser como elas, andar como elas, e o que é pior: pensar como elas. E este "pensar" resume-se em ser bonita, gostosa, um brinde de alguma propaganda ou revista e com isso enganar, ops, casar com algum bam-bam-bam que as coloque na frente de uma máquina fotográfica ou câmera de televisão. Graças ao "meios" e à própria incompetência das mulheres, elas
estão perdendo - lentamente - sua feminilidade, e confundindo isso com futilidade.
Seria mesmo muito bonito ver as 'reais' mulheres repudiando esse protótipo que criaram delas. Mas tudo isso é para elas uma espécie de ópio e elas demonstram gostar e querer isto. Há de aparecer aquelas que dizem que se isto existe é porque os homens gostam e querem...
estas dizem qualquer coisa mesmo...
sábado, 8 de março de 2003
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