sábado, 3 de julho de 2004

Estatuto do Desarmamento

O presidente Lula assinou ontem o decreto que regulamenta o tal Estatuto do Desarmamento.

Um dos problemas deste governo é levar uma péssima idéia até o fim, sem sequer questionar sua utilidade.

Tá, a idéia do Estatuto tem seu lado bom... mas não pode um país querer crescer só com boas idéias, é preciso que elas sejam praticáveis.

Uma das coisas que ainda não está claro é como o governo pensa em convencer assaltantes, bandidos, traficantes e toda a sorte de malfeitores a entregar espontaneamente suas armas.

Outra coisa. O ministro da Justica, Márcio Thomaz Bastos, já encaminhou pedido ao Ministério da Fazenda para liberar uma verba suplementar no valor de R$ 100 milhões de reais para ser usada no pagamento da "recompensa". Ao ser questionado sobre quanto será paga ao cidadão que entregar armas o ministro disse que isto ainda está em estudo.
Vem cá... saber quanto se pretende pagar não é condição necessária para determinar quanto será pedido ao ministério da fazenda??????

Em outubro de 2005 haverá um plebiscito onde a população decidirá sobre a comercialização de armas no Brasil. Vamos supor que a população escolha proibir o comércio de armas no país. Imediatamente surgem as seguintes questões:

1)O que fará com que os fora-da-lei parem com o comércio de armas?
2)O que os políticos farão com os fabricantes de armas e munições (que têm investido pesado em campanhas políticas)???
3)Onde colocar os desempregados que surgirão dos fabricantes de armas de fogo?

Com algum esforço as explicações, e talvez alguma solução bem medíocre, para todas estas questões apareçam. Agora, uma o governo vai demorar muuuuuuuuito para explicar: Por que motivos o texto do Estatuto, ao regulamentar o tipo de arma e munição que pode ser comercializado no Brasil, beneficia a fabricante Taurus?... até aqui o silêncio é absoluto. A não ser, é claro, das balas cortando os ares.

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